quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Who loves the crazy ones?

ENGLISH

Two days ago i've got an idea turned into a question: Who loves the crazy ones? And i felt that starting from this question i coud develop an entire thesis. But let's go back to the starting point: Who loves the crazy ones? The answer seems simple: Well, people of course! But let's be smarter than that.
"The paradoxes or the perversion of the subject appear exactly in the most original moment: i  exist, i am, i don't know what i am but i know that i am because i don't know what i am and because i see myself in the eyes that watch me and listen myself in the words people say". Sounds crazy talk right? Maybe. Maybe not.
But the most interasthing thing is that the crazy ones knows exactly who they are in their world at that time. Because the crazy ones don't have his world or everywone's world. The crazy ones have their worlds full of dreams, constellations, experiences, ambitions, sadness, agonies and frustrations. And so they can live in one world for one moment and live in another in another moment.
And for that reason it's so hard for mediocrity slaves (as Sir Cecil Beaton call them) to understand them. "I understand". No, you don't understand you freak. Eça de Queiroz used to say: "Don't be afraid to think differently from others, be afraid to think the same and found that everywone is wrong".
But you are dumb and don't understand. You don't listen. And since you don't listen you don't understand. And since you don't understand you stick with your ignorance. Shame on you.
But let's go back to the real question: Who loves the crazy ones? The crazy ones live all of their worlds with double, triple or quadruple intensity if it needs to. They command their arguments on their own way besides the fact that can exist something that command themselves. The crazy ones are strange, "inobvious" and creative. The crazy ones are bipolar, tripolar and permanently dreamers in their own universe. The crazy ones are professional suffers, zigzagging and troubled. The crazy ones are wicked, murders and controversial. The crazy ones are everywone and nowone at the same time. And the fault of being like this resides in the fulminant and original way of seeing and perceiving things, people and the world.
And if in one hand they don't need any approval because they got their own in another hand it exists a frenetic wish, a incontrollable anxiety of getting close and fall in love with the most little details of things, people and the world. Of creating and reinventing themselves and their wills and dreams. And sorrows. And...
So, after all, who loves the crazy ones? It's very simple actually: life, death, the crazy ones. And the crazy ones love the same.

Celebrating text of 2 years of the blog! Thank you so much!

PORTUGUÊS
Há dois dias tive uma ideia resumida apenas numa pergunta: Quem ama os malucos? E senti inexplicavelmente que a partir desta pergunta podia desenvolver toda uma tese de mestrado ou de doutoramento. Mas vamos ao que importa. Quem ama os malucos? A resposta parece ser bastante óbvia: “Ora, pessoas, claro!” Mas vamos ser um bocado mais inteligentes e avançados no raciocínio. “Os paradoxos ou a perversão do sujeito surgem exactamente no momento mais originário: eu existo, eu sou, eu não sei o que sou, mas sei-que-sou-porque-não-sei-o-que-sou e porque me vejo nos olhares que me olham e me escuto nas palavras que dizem”. Soa mesmo a uma frase de maluco, não é? Talvez. Talvez não. Mas o mais interessante aqui é saber que um maluco sabe perfeitamente quem é mas no seu mundo e na altura que vive nele. Porque o maluco não tem apenas um mundo ou o mundo de todos os outros. O maluco tem os seus mundos repletos das suas constelações, dos seus sonhos, das suas experiências, dos seus devaneios, das suas ambições, das suas tristezas, das suas agonias, das suas frustrações. E assim vai vivendo ora num ora noutro, ora naquele ora naqueloutro.
E é por isso que é tão difícil que os escravos da mediocridade (tal como os apelida Sir Cecil Beaton) os consigam entender. “Eu compreendo.” Não, tu não compreendes, sua aberração. O Eça bem dizia “Não tenha medo de pensar diferente dos outros, tenha medo de pensar igual e descobrir que todos estão errados”. Mas tu és burro(a) e não percebes. Não ouves. E como não ouves, não entendes. E como não entendes, não sabes. E como não sabes, permaneces na ignorância. Shame on you.
Mas voltemos à questão: Quem ama os malucos? Continuemos. Os malucos vivem todos os seus mundos com uma dupla, tripla ou quadrupla intensidade se for preciso. Comandam os seus raciocínios à sua maneira ainda que possa existir algo que os comande. Os malucos são estranhos, “inóbvios” e criativos. Os malucos são bipolares, tripolares e permanentemente sonhadores no seu próprio universo. Os malucos são sofredores natos, ziguezagueantes e conturbados. Os malucos são perversos, assassinos, polémicos. Os malucos são todos e ninguém ao mesmo tempo. E a culpa deles serem assim reside na fulminante e original forma de ver e percepcionar as coisas, as pessoas, o Mundo.
E se por um lado não precisam de aprovação nenhuma porque eles já têm a sua e assim lhes basta, por outro, existe um desejo frenético, uma ansiedade desmesurada de se aproximarem e de se apaixonarem pelos mais pequenos detalhes dessas mesmas coisas, pessoas e o próprio Mundo. De criarem e reinventarem-se a si mesmo e às suas vontades e desejos. E sonhos. E mágoas. E…
Por isso, afinal, quem ama os malucos? É muito simples na verdade: A vida. A morte. Os malucos. E os malucos amam o mesmo.

Texto comemorativo dos dois anos do blogue. Muito Obrigado!


sábado, 19 de março de 2016

Vamos morrer à mesma / We're going to die anyway

Em pleno século XXI, podemos dizer que a maior parte da população mundial encontra-se cada vez mais urbanizada, sabendo que mais de metade desta vive em zonas urbanizadas, ao que se podem juntar 2,5 mil milhões de pessoas em 2050. Isto de acordo com as projecções estabelecidas pelo relatório das Nações Unidas intitulado “World Urbanization Prospects” (Perspectivas da Urbanização Mundial), lançado em 2014.
Ou seja, basicamente isto quer dizer que andamos cada vez mais como sardinhas enlatadas no metro. Por isso, discordo obviamente com o Regula no tema “Casanova”, quando se ouve: “Na, na, na não é só roça roça”. Ai é é! Todo um novo mundo. Experimentem a Linha Verde às 18h10 na Baixa-Chiado e logo se apercebem do que estou a falar.
Mas bem, a verdade é que para não falar de estarmos a viver uma vida obcecada pelo cumprimento de uma rotina, imposta pelos modelos sociais vigentes e pela naturalidade das nossas ocupações ou desocupações, rapidamente perdemos o sentido e o significado de quem somos na cidade. Se repararem, à medida que nos distanciamos cada vez mais de casa, tendemos a mudar igualmente os nossos comportamentos. E é normal. Até porque isto de sermos fiéis a nós próprios torna-se bastante complicado quando somos constantemente confrontados por novos públicos, novas situações onde por vezes ficamos altamente constrangidos ou mesmo por novos lugares, alguns deles desconhecidos.
O próprio desconhecido da vida urbana faz aumentar cada vez mais a nossa curiosidade. Seja em ir às lojas, experimentar as novas tendências nos mais diversos campos ou mesmo perdermos a vista em mil e um objectos. E a culpa afinal é de quem? Porquê cair (e pela inésima vez, porque tenho a certeza que já leram isto em três milhões de artigos e quadriliões de vezes abordado pelos professores) num consumismo exacerbado ou numa droga viciante que são, por exemplo, as redes sociais ou as novas tecnologias?
Já se questionaram o porquê de caminharem para os sítios onde caminham? São mesmo os sítios onde vocês desejavam ir? Têm mesmo as pessoas ao vosso lado que pensam ter? Quando foi a última vez que abraçaram a vossa mãe ou pai e lhes agradeceram por tudo ou lhes disseram que lhes amavam? Sentem essa necessidade? És realmente feliz?
A dita vida urbana (Urban Life) pode fazer com que nos esqueçamos de certas coisas também importantes mas que não nos apercebemos, porque já fomos apanhados na sua teia. Caminhamos cegos quando a realidade é tão crua.
Mas também, who cares? Vamos morrer à mesma. Daqui a nada, a umas horas, de dia, de noite, à tardinha, amanhã, para a semana, no final do mês, em Maio, Agosto, Dezembro, no Natal, na Páscoa, no autocarro, no Pingo Doce, num concerto, de avião, de carro, enquanto caminhamos, degustamos um belo bife, enfim, a qualquer momento.
Mas apesar de tudo, somos ao mesmo tempo os heróis e os vilões da contemporaneidade. Queremos ser mais e melhor. Melhor que nós. Melhor que os outros. Melhor que todos. Queremos mais e mais e mais. E mesmo chegado ao êxtase, existe sempre algo que falta, por muito ou pouco que tenhamos. E é por isso que vamos à procura. Somos literalmente piores que a Dora, a exploradora. Mas menos estúpidos, de certeza.
Não liguem a nada daquilo que eu disse. Sejam felizes!

ENGLISH

We're going to die anyway

In 21st century, we can say that most part of the world population is more and more urbanized knowing that more than a half lives in urban zones where can be joined 2.5 million people in 2050, according to a United Nations report called World Urbanization Prospects, lauched in 2014.
This means that basically we're living like sardines in METRO DE LISBOA. Try the green line at 18:10 in Baixa-Chiado and then you will understand what i'm saying.
We're living a life obsessed with the accomplish of a routine imposed by the current social models and for the naturality or "desnaturality" of our ocupations or desocupations.
Furthermore, we lost the meaning of who we are in the city. If you think about it, when we keep even more away from our home we tend do change our behavior. And that's normal because this thing to keep thruthfull to who you are becomes extremely difficult when we are constantly confronted with new publics, new situations where sometimes we are constrained or even new places, some of them unknown.
And that unknown of the urban life makes our curiosity raise at shopping, new tendencies or even loose our sight at the objects. And whose the fault? Why are we falling in a exacerbate consumerism or in a addcited drug like the social networks and technologies?
Have you questioned the reason why you walk for the places you walk? Are there the real places where you wanna go? Have you had the people beside you that really think are with you? When was the last time you hug your mother or father and thank them for everythink or simply tell that you love them? Do you feel that need? Are you really happy?
Urban life can made us forget of some important things that we don't realise because we already been caught by her web.
We walk blind when the reality is so raw.
But who cares? We're going to die anyway. In a minute, in some hours, at day, night, afternoon, morning, next week, at the end of the month, in May, August, December, at Christmas, Easter, in a bus, concert, airplane, car, while we walk, eat a delicious beef, someway, somewhere.
Beside that, we are at the same time the heroes and villans of modern contemporaneity. We want to be more and better. Better than ourselves. Better than the others. Better than anywone. And even with that ecstasy there always something missing, beside how much do we have. And for that reason we continue our search. We are literally worst than Dora, the Explorer. But less stupids for shore.
Don't listen to anything i say. Be happy!


quarta-feira, 16 de março de 2016

Sem Rumo / Without Path



Olá a todos! O Comunicaridades está de volta e cheio de surpresas este ano! Para começar, fiquem com a minha primeira curta-metragem, se é que podemos assim chamar. Leiam também a descrição.

ENGLISH

Hi everywone! Comunicaridades is back and full of surprises this year! Starting this comeback with my first short-film or something like that. English subtitles and description available!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Na fila do supermercado / In the Supermarket queue

Partilho com vocês um texto que tinha feito há uns valentes meses atrás. Dá-me sempre razão quando vou (desde que me lembro) aos supermercados.

Na fila do Supermercado
Existe todo um mundo de sentimentos, emoções e histórias que se partilham no supermercado, tornando-o num espaço verdadeiramente incrível. Por vezes mais parece um local de conforto e de “bate-papo” do que propriamente um sítio para comprar aquele maldito pacote de açúcar que falta na dispensa ou aquele pão quentinho da manhã.
Também é um local de decisões e principalmente de dilemas: “Mas que bolachas devo levar para os miúdos? Será que eles vão gostar destas?”, “Se eu levar dois packs de iogurte compensa”, “Meu Deus, que caro! Nem pensar!”.
Eu confesso. Sou um adepto de ir às compras. Parece que fui o escolhido da família na hora da verdade e acabou por se tornar num hábito. Umas vezes bastante produtivo, outras vezes, menos. Um pequeno passo para mim, um grande passo para a dispensa da família. Começo a acreditar cada vez mais no sentido desta afirmação…
Assim que as portas (automáticas) do céu se abrem, entramos num novo mundo. Uma espécie de brisa do paraíso encontra a nossa alma e coração. Parece magia. Na entrada surgem-nos cartazes gigantes onde os modelos são os produtos, imensos folhetos de promoções bombásticas, e por vezes, uma ou duas moças que pretendem fazer de nós “só um pouco” mais pobres. Não excluindo obviamente as trocas de burburinhos, as fantásticas acrobacias no solo de uma criança a gritar em nome de um brinquedo ou doce que se apaixonou inesperadamente, ou mesmo uma destemida discussão de duas senhoras de idade pelo último carrinho de mão. Que orgulho presenciar todos estes momentos! Muitos deles na primeira fila! Só faltavam mesmo aquelas batatinhas de azeite.
A fila do supermercado é uma boa oportunidade para olhar mais uma vez para o seu carrinho e começar a pensar (de preferência, de forma filosófica): Que sentido faz estar a levar isto, se já tenho um em casa? Será que preciso mesmo disto, ou será uma maluquice minha?
Não nos podemos esquecer que quando uma família inteira se junta na fila do supermercado, é o pandemónio total! Vamos lá! Não custa nada ter espírito de iniciativa! Toca a dividir as tarefas: um coloca as compras no tapete, o outro prepara o pagamento e o último arruma as compras (de forma inteligente) nos sacos. Assim, verão que perdem menos tempo e saem num instante do Inferno que vos seduz para comprar sem parar a cada minuto.
Também nos podemos rir de coisas que não fazem sentido. Ou mesmo correr para buscar aquela coisa que não pode mesmo fazer falta e reflectir de que todos podemos ajudar na conta final. Mas antes de tudo isso, façamos uma lista de compras. Porque afinal de contas, para além de ser um momento importante, é também uma oportunidade para pôr os neurónios a funcionar, visto que os tempos afiguram-se de crise e são cada vez mais difíceis.
Não podemos perder as oportunidades de perder tempo. Devemos sim, valorizar mais os momentos em família. Seja neste bosque maléfico de produtos encantados, no jardim lá de baixo, no parque de diversões, onde for.
Eu lembro-me de já me terem dito que quem espera sempre alcança. Mas a verdade é que já fiquei encalhado durante uma hora numa fila do supermercado.

ENGLISH

I share with you this text maded some months ago that always give me reason when i go to supermarkets.
In the Supermarket queue
There exists a whole world of feelings, emotions and histories shared on the supermarket, making it a truly amazing space. Sometimes it seems more a comfort and a conversation spot than properly a place to buy that dam package of sugar that misses on the pantry or that hot morning bread.
It's also a place of decisions and dilemmas: "What cookies should I bring for the kids? Will they like this?”, “It’s so worth if I take two packs of yogurt"," My God, that's expensive! No way!”.
I confess. I’m a “supermarketoolic". It seems that I was the chosen of the family in the moment of truth and believe it or not, became a habit. Sometimes is very productive. Sometimes less. One small step for me, one big step for the family pantry. I'm starting to believe in this.
Once the automatic doors of heaven open, we enter in a brand new world. A kind of paradise breeze enters in our heart and soul. It’s magic. At the entrance we can see gigantic posters where products are the models, a sea of bombastic promotions flyers and sometimes one or two ladies who want to make us "just a little bit" poor. Not excluding the conversations, the reactions, the smiles, the fantastic stunts in the soil of a child screaming in the name of the toy that unexpectedly fell in love or even a fearless discussion of two old women by the last shop car. What pride to witness all of these moments! Many of them in the frontline. Only missing that olive oil chips.
The queue of the supermarket is a good opportunity to look again at your cart and start thinking: What sense does it make to bring this if I already have one at home? Do I really need this, or is just craziness?
We can't forget that when an entire family joins in the supermarket queue, it's the total pandemonium! Come on! We have to take initiative and divide the tasks: one puts the purchases on the shopping "treadmill", the other prepares the payment and the last put the shops in the bags. You'll see that spends less time and your family will get out faster of the hell who seduces you to buy more and more each minute.
We can also laugh of things that make no sense. Or even run to get that precious thing that cannot miss and think that we all can help in the final bill. But first we have to do a shopping list. Because after all, besides being an important moment it's also an opportunity to think harder since the times are even more complicated due to crisis.
We cannot miss the opportunities of wasting time. Instead of that, we should enhance the value of family moments. Whether in this evil forest of wonderful products, whether in the garden, in the park. Basically, anywhere!
I remember someone who already told me that anyone who waits always reaches. But the truth is that I've already waited for one hour in the supermarket queue.



sábado, 27 de junho de 2015

A Million Voices & Beauty Never Lies (Covers) - Eurovision Song Contest 2015

Prometido é devido! Aqui vão os covers de duas músicas extraordinárias desta edição do Festival da Eurovisão. Por último, farei também um cover muito especial do Há Um Mar Que Nos Separa da nossa Leonor de Andrade.

ENGLISH
As i promissed, here it goes two covers of amazing songs included this years Eurovision Song Contest. For last, i will publish a very special cover of my country soung (Portugal) in this year festival.

A Million Voices, Polina Gagarina
https://youtu.be/knC9_NUTBFQ

Beauty Never Lies, Bojana Stamenov
https://youtu.be/WTZdVhgfyUQ

Comentem, partilhem e se calhar, poderei fazer mais covers se isto correr bem. Também depende de vocês, claro. Espero que gostem!

Comment, share and maybe i could do more covers of this year ESC. It depends on you too, guys. Hope you liked!


domingo, 7 de junho de 2015

A vergonha do Festival da Eurovisão / The Eurovision Song Contest shame

Portugal é o país que participa há mais tempo no Festival da Eurovisão sem vencer.
Respeito totalmente a defesa e a preservação da nossa língua num festival onde as músicas são quase todas em inglês. Mas creio que acabamos por ser egoístas ao ponto que todos os anos, vamos apenas e exclusivamente com músicas em português. Porquê? Digam-me porquê.
Porque não permitirmos a possibilidade de músicas em inglês? É assim tão retrógrado?
Portugal precisa de “largar o chupa” e abrir-se ao exterior. Fazemos músicas para o Festival da Canção e não para o Festival da Eurovisão. Vamos para a Eurovisão participar e não para ganhar! Isto irrita-me profundamente, ainda que as músicas possam ser boas e aceitáveis.
A partir do momento em que entramos para um festival europeu, temos de ir mais além, pensar em criar e compor músicas para a Europa, com mensagens cativantes, interessantes e que o público europeu goste e se reveja.
Temos de apostar na criatividade e nos aspectos visuais e técnicos das performances porque existe um ideal (que já enerva) de um artista ao centro e dos backvocals estáticos lá atrás. Isto tem de mudar.
Temos de trazer performances com mais vida, mais criativas, com mais força e muito mais energia!
Temos de trazer cantores e compositores que queiram realmente fazer a diferença e que tragam ideias novas para o festival. Não podemos ter sempre os mesmos a participar, três, quatro ou mais vezes. O FESTIVAL DA CANÇÃO TEM DE ESTAR MAIS ABERTO AO PÚBLICO PORTUGUÊS! Que seja possibilitada a entrada de novos participantes, de caras novas, de gentes que queiram representar Portugal e que tenham não só o talento bem como o espírito de fazer a diferença e de GANHAR. Sim! Que acreditem que podemos ganhar!
A existência de novas categorias de participantes poderia ser permitida: cantores profissionais, cantores amadores, e participantes comuns voluntários. Que existam castings para a escolha desses finalistas e que o público português possa ainda salvar ou escolher directamente certos concorrentes eliminados, para que possam ter ainda uma hipótese de representar Portugal ou mesmo os finalistas.
Precisamos de inovar! Precisamos de apostar numa maior interactividade com o público! É necessário reestruturar esta política de selecção portuguesa, se quisermos ter verdadeiras hipóteses de ir mais além no Festival da Eurovisão.
Estas são apenas algumas ideias, porque para além de criticar, importa também propor ideias, medidas, soluções. Não sei se estas são as melhores, mas são aquelas que na minha opinião, poderiam provocar uma diferença naquilo que é a participação portuguesa.
Em segundo lugar, o Festival da Eurovisão deixou de ser o que era. Decorrente dos tempos modernos, facilmente se criam os favoritos à vitória (ensaios e performaces mostradas online na íntegra pelo Festival da Eurovisão), sustentados por vezes, por políticas e mais políticas, acordos e mais acordos, negócios e mais negócios, onde depressa se transformam opiniões em votos comprados. Já todos nós sabemos de vários escândalos que certos países se meteram para poderem ganhar (Azerbeijão...cof…cof). Isto não abona em nosso favor.
Também pelo facto de nos encontramos na ponta do continente, rapidamente esquecem-se de nós e a verdade é que NINGUÉM NOS LIGA NA EUROVISÃO. Em ambos os sentidos literalmente.
Primeiro: porque é Portugal. Segundo: Levamos músicas em português, ou seja, ninguém ou raros são aqueles que nos percebem. Terceiro: Mesmo na língua nativa, não conseguimos impressionar, marcar a diferença. Simplesmente, não conseguimos. Porque não vamos lá para ganhar. Não vamos para deixar o público efusivo ou surpreendido. É como se fôssemos participar apenas para dizer: "Olá! Nós somos Portugal. Adeus e obrigado" E basta. ISTO NÃO PODE ACONTECER!
Em quarto lugar: O CONSTANTE REBAIXAMENTO PELOS PORTUGUESES DAS MÚSICAS QUE VENCEM. A verdade é que é impossível agradar a gregos e a troianos, mas levamos este conhecido ditado, mais uma vez, a outro nível. Rebaixamos constantemente toda e qualquer música que nos vá representar na Eurovisão estes últimos tempos. Mas rebaixamos de tal forma, que são múltiplos os comentários nas redes, os desabafos indirectos e as faltas de respeito e arrogâncias.
Isto não fica bem aos olhares dos outros países, nem das pessoas que nos vêem. Não fica mesmo.
Se eu ouvir alguém a dizer mal DO SEU PRÓPRIO PAÍS, dificilmente ficarei com uma boa opinião  e impressão do mesmo. Agora imaginem se imensa gente disser mal do seu próprio país!? É o que acontece aqui. Parece que nunca ficamos satisfeitos com nada. Aposto que se calhar, metade das pessoas que criticam, nem sequer viram o festival e as outras músicas, ou não sabem sequer quem são os cantores ou compositores.
Mas claro, é sempre mais fácil criticar. Se quisessem melhor, que votassem na sua favorita! Se não gostaram de nenhuma, não votem, mas também não teçam comentários extremamente negativos. Mesmo que não gostemos da música, devemos desejar a melhor das sortes, mesmo que não acreditemos, porque quer queiramos, quer não, foi a escolhida pela maioria.
Digo-vos que o "Quero ser Tua" da Suzy era muito bem capaz de chegar à final e de fazer história em Portugal, no que toca à Eurovisão. Vejam os pontos atribuídos pelo televoto à música. É que até o júri parece que também não gosta de nós.
Precisamos urgentemente de mudar o processo de selecção português no que toca à participação no Festival da Eurovisão, se quisermos chegar a algum lado, ou a alguma final, ou sequer ganhar. E isto não passa só pela RTP, que é a actual emissora representante do país neste concurso. Passa por todos nós. Por Portugal inteiro.

ENGLISH

Portugal is the country who longer participates in the Eurovision Song Contest without a single victory.
I totally respect the preservation of our language in a festival where all the songs are almost in English. But I think that we are kinda selfish and nationalists because every single year, we bring only music’s in Portuguese.
Why do we not allow the possibility of songs in English? Is that too retrograde?
Portugal needs to "drop de lollipop" and open to exterior. We make music’s to the Festival da Canção and not for the ESC. We go to ESC to participate and not to win. This pisses me off!
Since the moment we enter to a European show, we must go further, think in create and compose music’s for Europe, with interesting and captivating messages that the crowd will enjoy and recognize.
We must join our forces in the creativity and for the visual and technical aspects of the performances because we create that type of stage performance where the main singer is at the center and the back vocals are behind in a stopping mode. This must change.
We must bring singers and composers that really want to make a difference and bring new ideas for the festival. We cannot have always the same participating three, four or more times. Our festival needs to be more open to the Portuguese public! Why not allowing the entry of new participants, new faces, new people that have not only the talent but also the spirit to make a change in our journey and to win the ESC. Yes! People who believe that we can win!
The existence of new categories of contestants could be allowed: professional singers, amateur singers, and ordinary people. It could exist castings to choose the finalists or the possibility to give to public the chance to save or choose directly certain eliminated contestants to have one more chance to represent Portugal in the ESC or even the finalists.
We need to innovate! We need to gamble in a better interactivity with the audience! We need to change our politic of selection if we want to have good chances to go further in the ESC.
These are only some ideas, because it's important to participate in the creating of possible solutions or new ideas. I don't know if they are the better, but they are in my opinion, the ideas that would provoke some kind of chance in our participation.
In second place, ESC it's not what it used to be anymore. With this new era of media and technology, easily are created the favorites for the victory (rehearsals and full performances online sent by the ESC), sustained sometimes by politics and politics, agreements and agreements, and rapidly opinions are transformed in "shopped" votes. We all already know of some scandals that happened in some countries (Azerbeijan...coff..coff). This is not good for us, neither for ESC.
Also for the fact that we are in the south west of Europe, rapidly we are forgotten and the truth is that no one cares about Portugal.
Fist: because it's Portugal. Second: We bring music’s in Portuguese, that is, no one or few are the people who comprehend something. Third: Even in the native language, we cannot impress, make a difference. We simply can't because we don't go to ESC to win. We don't go to let the audience crazy or surprised. It's like we participate only to say: "Hi! We are Portugal. Goodbye and thank you." And that's it. This can’t happen!
In fourth place: we always destruct our winning songs with comments. It’s impossible to please Greeks and Trojans, but, once again, we took this to another level. We constantly relegate every song that will represent us in ESC, in these last years. But we relegate in a way that are so many sad comments, so disrespectful and arrogant. This is no good for the people who are watching us. It seems that nothing satisfice us.
But it's easier to critique. If they do better, they should vote in their favorites! If don't like anyone don't vote or minimize the impact of the comments. Consider that anyway, it’s mine country, I should recognize and wish the best luck, even if I don’t like and believe in the song.
The song "Quero Ser Tua" by Suzy could do very well in and make history for Portugal in the ESC. See the points and the place attributed by the televote to our song. It seems that even the judges don't like us.
We need rapidly to change this process of selection if we want to have good chances to win this show, or even, go to the final. And that’s not only the responsibility of RTP (Rádio e Televisão de Portugal), our current EBU transmission, but also of all of us. The entire Portugal.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Uma opinião sobre o Festival da Eurovisão 2015 / A review about Eurovision Song Contest 2015


E porque não um vídeo sobre o Festival da Eurovisão?
Decidi destacar as oito músicas que na minha opinião constituiriam o melhor top "eurovisivo" este ano.
Falo também sobre o festival da Eurovisão (aspectos positivos e negativos) bem como sobre a urgência da reestruturação do processo de selecção português.
Farei uma versão do "Há um Mar que nos Separa" da Leonor de Andrade e ainda, de uma das músicas do top 8, a sair brevemente aqui no blog.
Creio que a Leonor se portou muito bem e soube divertir-se à grande no palco, mas faltou uma presença e uma voz mais forte, para realçar a performance.
Se ela estivesse com o mesmo feeling quando estava a acabar a música, a perfomance teria ganhado muito mais!

ENGLISH

And why not a video about Eurovision Song Contest?
I decided to create my ESC top 8, that constitutes the best "eurovision" top this year, in my opinion.
I also talk about the ESC (positive and negative aspects) and also about the urgency of restruturation in the portuguese selection process in "Festival da Canção" for the Eurovision Song Contest.
Although the video is in portuguese, i will make a version of one of the musics in the top 8, and also of the portuguese entry "Há um mar que nos Separa" by Leonor de Andrade.
I think Leonor did well and did enjoyed the moment in stage, but i missed a stronger presence and voice that would enhance the performance.
If she was with that energy at the final of the song, the performace would be so much better!

video